Casais Inteligentes Virou Podcast!

Casais Inteligentes Engolem Sapos agora é um podcast! Inicialmente estou postando os capítulos como episódios para depois adicionar novos conteúdos. Acompanhe mais uma vez Samuel, Bruno e Jorge, e se delicie com as estórias dos casais que mais engolem sapos.

Disponível no Soundcloud, Spotify e Apple Podcast. Se inscrevam, avaliem e compartilhem essa nova imersão 🙂

Mais em http://adrieldantas.com/podcasts

O pedinte e a caixa

Certo dia um mulher passava na rua e viu um pedinte sentado em cima de uma caixa.

– Tem algum trocado? – Falou o pedinte. 

– Não tenho. – Respondeu a mulher. – Você está sendo em quê?

– Numa caixa. 

– O que tem dentro?

– Não sei, nunca abri, estou sentando nela desde sempre. 

– Você deveria abrir. 

Por um momento o pedinte hesitou, mas por fim se levantou e abriu a caixa. Dentro tinha milhares de moedas de ouro. 

Ás vezes procuramos nossas necessidades no exterior, sendo que já temos as soluções no nosso interior.

A solução dos nossos sofrimentos pode ser achada dentro de nossas cabeças, porque os pensamentos são a causa. 

Na vida, o desconforto é inevitável, mas o sofrimento é uma escolha.

Albert Beaumont chega ao fim.

Aproximadamente 17 anos atrás eu dava início a minha primeira estória intitulada “Tork Black”, eu a escrevi em um pequeno bloco de notas e lembro com clareza o dia em que a terminei.

Com o passar do tempo a estória do Tork foi se aperfeiçoando até se transformar em uma saga chamada “A décima sétima dimensão”; nesta época um manuscrito digitalizado foi criado e até mesmo uma possível publicação foi planejada.

No entanto, apenas em 2016 o universo que previamente tinha sido do Tork, mostrou-se ao público.

Durante os anos de 2014 e 2015, ainda na Bélgica, comecei a trabalhar em uma estória que poderia se unir com o universo do Tork e a filosofia das dimensões. Esta seria única e o objetivo era publicá-las na Europa.

Com uma pequena máquina de escrever, passei o ano de 2014 escrevendo e rescrevendo a estória de Albert Beaumont, uma criança Belga que certo dia descobre um outro mundo dentro de seu próprio mundo. Na minha mente este universo teria de ser altamente realista, pois apesar de ser uma fantasia, tanto o Tork quanto as dimensões tinham sido esboços de um mundo que poderia de fato ter existido.

O universo Beaumont dominou meus pensamentos. A arquitetura Belga me inspirou a criar lugares extraordinários. Nos últimos capítulos fugi para a costa Belga onde finalmente terminei o primeiro esboço do livro.

A idéia seria contar toda a história da família Beaumont, mas para isso o livro triplicaria de tamanho e não seria viável para publicação. Sendo assim eu cortei o material e fiz com que “No mundo da magia” trabalhasse sozinho, como uma introdução bem feita de um universo mágico. Caso os leitores se interessassem e comprassem a estória, eu teria o sinal de verde de publicar a história completa.

E foi exatamente o que aconteceu.

O livro chamou atenção e muitos gostaram da estória, a simplicidade do universo e da aventura fez com que muitos adquirissem um exemplar.

Então comecei a colocar em ação o plano de editar e terminar a história dos Beaumont.

“No mundo dos mortos” teve três versões diferentes, eu escrevi o mesmo livro três vezes e em todas as vezes o universo crescia absurdamente. Eu sabia que cada livro desde então teria um pulo de dois anos, assim os personagem poderiam crescer e amadurecer naturalmente, sem a minha ajuda. No entanto, para isso acontecer eu teria que trabalhar firmemente na personalidade de cada um, a ponto do leitor não se sentir “traído” nos pulos de um livro para outro.

Não vou dizer que “mundo dos mortos” foi o livro mais difícil de se escrever (este prêmio vai para no mundo da magia), mas sem sombra de dúvidas foi o mais trabalhoso.

Apesar de outras publicações estarem sendo publicadas neste meio tempo (coquetel urbano, casais inteligentes…), Albert Beaumont sempre esteve em constante edição e segundo o planejamento, a saga teria que acabar em 2019.

O lançamento de “No mundo dos mortos” teria que ter sido em 2017, no entanto, por questões de tempo, eu achei mais viável publicá-lo em 2018, assim o tempo entre um e outro seria de apenas um ano, e não dois.

“No mundo dos mortos” fez tanto sucesso quanto “No mundo da magia”, os leitores aprovaram o primeiro pulo de dois anos e consequentemente a mudança de clima na estória (agora mais sombria).

“Para Sempre” já estava pronto quando “No mundo dos mortos” foi publicado; Com isso a edição foi mais tranquila, apesar de complicada. Uma novidade que eu sabia que iria incluir seria o Gênesis do universo (presente no final de Para Sempre); eu queria mostrar para os leitores toda a história deste universo, do começo até o fim dos Beaumont. Escrever o Gênesis foi uma experiência incrível e única, eu estava compartilhando todo o material relacionado a este universo, estava de fato finalizando minha saga de fantasia.

Eu sempre gostei de livros de fantasia, mas do mesmo jeito que gosto, sei dos desafios que é escrever um. Sendo assim eu sempre tive em mente de que um dia iria terminar a estória do Tork Black (hoje, Albert Beaumont), e que este seria meu único trabalho voltado para o gênero ficção-fantasia. No dia de hoje, 14 de Outubro de 2019, posso afirmar com satisfação que terminei esta fase da minha vida profissional.

E estou extremamente feliz por isso.

“Para Sempre” está do jeito que eu imaginei e desejei, as mensagens estão lá, o desfeito está lá e o universo está lá. No total foram 17 anos de trabalho árduo, com muita paciência e perseverança. Eu espero que todos aqueles que acreditaram no mundo da magia, possam um dia de fato visitá-lo, assim como eu visitei.

E para isso vocês sabem, basta fechar os olhos e

Acreditar.

Um grande abraço e muito obrigado.

Adriel Dantas.

 

http://adrieldantas.com/mundomagico

 

Obras na Amazon.

A partir deste momento as obras “Casais inteligentes engolem sapos” “Albert Beaumont no mundo da magia” e “Albert Beaumont no mundo dos mortos“, estão disponíveis para compra (em livro físico) na amazon.com.br

A parceria com a gigante dos livros começou em junho de 2018. Agora, além de poder adquirir as obras na versão Kindle (e-book), você poderá comprar o livro físico na mesma plataforma.

Boa leitura!

Um MundoMagico!

Com o lançamento de “Albert Beaumont no mundo dos mortos” (também disponível em plataformas digitais), uma surpresa espetacular foi criada para comemorar o lançamento do penúltimo capítulo da saga.

Em MundoMagico você poderá explorar todas as minúcias do universo fantástico,  assim como fazer downloads de papéis de parede, ver vídeos e caminhar pela galeria mágica.

Então não perca tempo e explore o MundoMagico de Albert Beaumont!

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Sobre a segunda guerra mágica.

Obras como Albert Beaumont demoram anos para se desenvolver e criar forma; não obstante eu acabei encontrando minha mesa repleta de papéis de rascunho com os mais variados materiais; desde do gênesis ao futuro da sociedade mágica. Esses materiais serão cuidadosamente publicados na versão definitiva de Albert Beaumont (reservas abertas aqui). No entanto, alguns desses materiais serão publicados neste blog e no site oficial do mundo mágico como conteúdo extra para melhor compreensão da saga. Sendo assim, para clarificar ainda mais os acontecimentos que ocorrem em “Albert Beaumont no mundo dos mortos”, segue o primeiro apêndice.

 

SOBRE A SEGUNDA GUERRA MÁGICA

A segunda guerra mágica começou com a necessidade dos rebeldes de atualizar o mundo mágico com tecnologias humanas.

Os rebeldes – formados em sua maioria por grandes comerciantes – brigavam constantemente com o governo mágico para conseguir um tratado que liberasse o comercio de objetos humanos no mundo mágico. Por outro lado o governo mágico sempre recusou tal ação.

O governo mágico internacional é formado por diretrizes de igualidade, qualidade e originalidade. Sendo assim as leis no mundo mágico são focadas na qualidade intelectual de seus habitantes, e não material.

A igualdade no mundo mágico concede liberdade e respeito para os habitantes serem o que quiserem ser – com um único porém de que o ser não atinja agressivamente a vida de outros. A discriminação é considerada um crime grave, tendo como punição máxima a expulsão do mundo mágico.

A qualidade atinge a excelência de moradia e vida cotidiana. Todos os habitantes mágicos têm direito a empregos, moradia e benefícios. Os níveis de pobreza no mundo mágico são quase inexistentes, assim como as de desemprego.

A questão da originalidade vem do incentivo a criação e estudo de novas artes. O governo internacional mágico incentiva as nações a promover projetos que visam extrair o talentos dos mágicos afim de criar uma civilização única e agradável.

Com a entrada constante de objetos e filosofias humanas, o governo temia que a sociedade mágica viesse se tornar parecida com a humana e que futuramente perdesse sua originalidade. Os humanos modernos eram vistos pelo governo como seres extremamente individualistas, egoístas e consumistas.

Os rebeldes não concordaram com o governo e em meados de 2014 começaram a tomar uma atitude mais agressiva contra o governo tradicional mágico. Essas atitudes resultaram na segunda grande guerra mágica, onde os rebeldes juntaram suas forças e começaram a lutar por um novo objetivo: Conquistar o governo mágico e moldá-lo segundo a sua premissa.

No entanto, com a influência de Morteux os rebeldes se perderam no meio do caminho, esquecendo-se da sua filosofia inicial e dando espaço a uma mais agressiva e mortal.

A segunda grande guerra mágica ficou conhecida por muitos como a “guerra das transformações”, devido a sua brutalidade e transformações no curso de sua execução.

 

Os mundos suspensos

Segundo o cronograma, Albert Beaumont no mundo dos mortos deveria ser lançado em Outubro de 2017. No entanto, devido a inúmeros imprevistos, o lançamento do mesmo foi prorrogado para o primeiro semestre de 2018.

Um dos motivos da mudança é a interligação com o último capítulo da saga (Para Sempre), que será publicado após “No mundo dos mortos”.

Peço minhas sinceras desculpas em relação ao atraso. Infelizmente, a única coisa que posso informar é que “mundo dos mortos” vai tirar todos os leitores da poltrona. O livro está fantástico, com cenas e momentos inesquecíveis.

Graciosamente,

Adriel Dantas – Autor.

Interrogações Urbanas #04

O cheiro da chuva trás mil sensações diferentes; dentre elas preguiça, depressão, saudade e felicidade. É incrível o quanto uma pequena chuva pode nos trazer tantas emoções.

Estava chovendo naquele dia. Na janela do apartamento do Rick, gotas caiam lentamente na bancada. Ele já estava acordado fazia um tempo, mas seus olhos ficaram paralisados ao ver a beleza dos pingos molhados escorrendo na janela.

– Bom dia. – Falou Luke acordando. Rick continuou congelado, observando a chuva. – Quando chove só me dá vontade de ficar na cama.

– Eu não gosto da chuva. – Disse sério.

– Por quê?

– A chuva vicia, uma vez que você a entende.

– Entende? Como assim?

– É como sentimentos; a chuva tem sentimento. Em um dia de sol ela aparece para se refrescar, já nos dias cinzentos ela fica reflexiva. Durante a noite ela procura conforto e pela manhã renovação.

– De onde você tira essas filosofias? – Comentou Luke irônico.

– A chuva me deixa emotivo. – Falou enquanto desgrudava os olhos da janela e dava um beijo em Luke. – Você quer tomar café da manhã?

 

  • Extraído do livro “Coquetel Urbano e suas histórias”.